O que se tem hoje em dia disponível na Internet sobre Platão é incomensurável, aqui seguem apenas algumas referências por onde começar. De qualquer modo não deixem de visitar nossa tentativa (em construção) de montar um léxico de termos e expressões retirados da tradução inglesa de Benjamin Jowett de toda obra de Platão, com seu contexto de significado e a devida referência bibliográfica.
Para Suzanne, Platão escreveu seus diálogos, e não tratados de filosofia, e além do mais diálogos nos quais nunca é um personagem, porque seu objetivo não era dizer aos leitores o que ele pensava, quais eram as respostas que tinha dado às questões mais fundamentais sobre o que significa "ser um homem", mas de ensinar a pensar, cada leitor por si mesmo, em busca de sua própria resposta. Platão sabia, como bom filósofo, "amante da sabedoria", que não se tem jamais respostas definitivas, "cientificamente" demonstráveis: cada um deve construir sua vida e vivê-la sobre hipóteses que devem ser as mais "razoáveis" possíveis, pois o que caracteriza o homem é ser um animal dotado de logos (palavra e razão), motivo suficiente para justificar a prática constante do adágio gravado sobre a faixada do templo de Delfos, que se tornou a divisa de Sócrates, "conhece-te a te mesmo" (gnoti sauton).